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    05/10/2014

    Peças originais rendem muito mais

    Peças originais rendem muito mais

    Venda e uso de peças de reposição de qualidade comprovada trazem vantagens. A substituição de peças e componentes de equipamentos de refrigeração é algo ...

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    Venda e uso de peças de reposição de qualidade comprovada trazem vantagens. A substituição de peças e componentes de equipamentos de refrigeração é algo que faz parte do dia a dia dos refrigeristas, que procuram as revendas especializadas para encontrar o que precisam. 



     

    Componentes originais representam a garantia de manutenção do funcionamento do equipamento nas mesmas condições de um produto novo. Além das peças de reposição originais, existem também aquelas conhecidas como similares, “genéricas” ou “paralelas”, que normalmente são vendidas a preços mais baixos.

    A tentação de escolher a alternativa mais barata é grande. Por isso, é fundamental avaliar com cuidado as vantagens e desvantagens de cada tipo de peça. Você sabe quais são as diferenças essenciais entre elas em termos de durabilidade, aplicação, custo e resultados?

    A principal vantagem dos componentes genéricos é o preço, que muitas vezes pode fazer a diferença entre concretizar ou não uma venda, especialmente para o lojista. Para o refrigerista, a utilização dessas peças pode reduzir o valor do orçamento apresentado ao cliente, aumentando as chances de aprovação do serviço.

    No entanto, essa aparente vantagem inicial precisa ser analisada de forma mais ampla. É importante desconfiar de preços excessivamente baixos, pois não existe mágica capaz de gerar um produto de qualidade a um custo muito inferior ao de um componente original.

    Além de considerar apenas o preço ou o lucro imediato, é necessário avaliar outros fatores, como a durabilidade, o desempenho e a segurança do equipamento. Em outras palavras, deve-se analisar cuidadosamente a relação custo-benefício envolvida na escolha da peça.

    A Área Técnica da Embraco recomenda atenção especial a quatro aspectos principais no momento da escolha de peças de reposição:

    • Qualidade;
    • Confiabilidade;
    • Procedência (ou seja, de onde vem essa peça);
    • Compatibilidade com o equipamento em que serão aplicadas.

    “As peças para reposição que oferecemos ao mercado passam por criteriosos procedimentos de testes para garantir que terão funcionamento adequado”, explica Murilo Favaro, especialista técnico da Embraco. “Esse é um diferencial essencial, que proporciona os melhores resultados e precisa ser levado em conta”.

    Isso não significa, porém, que todas as peças não originais sejam ruins. O que se recomenda é buscar informações sobre elas, principalmente no que diz respeito ao atendimento aos critérios técnicos exigidos.

    Lei protege o consumidor

    Segundo o Procon (Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor), nos casos de reparo de produtos existe a obrigação de utilizar componentes de reposição originais, adequados e novos, ou que mantenham as especificações técnicas do fabricante. As peças chamadas “paralelas” somente podem ser utilizadas quando o consumidor autorizar previamente, por escrito.

    Essa orientação está prevista em lei, no Código de Defesa do Consumidor, em seu artigo 21.

    O barato sai caro

    Mesmo apresentando preços mais elevados, as peças originais representam economia no longo prazo. Elas possuem qualidade assegurada, maior durabilidade e melhor desempenho nos equipamentos em que são aplicadas.

    Por serem fornecidas pelo mesmo fabricante, garantem a manutenção do funcionamento do equipamento nas mesmas condições de um produto novo, além de compatibilidade com os demais componentes e atendimento às especificações técnicas exigidas.

    Além dos aspectos técnicos, o uso de peças e componentes originais contribui para a segurança tanto do profissional quanto do usuário do equipamento. Em alguns casos, a aplicação de produtos inadequados ou fabricados fora dos padrões pode gerar riscos graves de acidentes.

    Um exemplo são os fluidos refrigerantes. Com as restrições aos CFCs e HCFCs, passaram a ser oferecidos no mercado produtos de baixa qualidade e até adulterados. Fabricantes como a DuPont alertam para a existência de fluidos com componentes inflamáveis ou tóxicos, que já causaram explosões graves e danos à saúde de profissionais.

    Tubulações e componentes elétricos de baixa qualidade também representam riscos, pois podem provocar vazamentos, choques elétricos, curtos-circuitos e outros problemas críticos.

    Impactos ambientais

    O mesmo cuidado deve ser adotado em relação aos impactos ao meio ambiente. Alguns componentes “genéricos”, como certos fluidos refrigerantes, utilizam materiais que oferecem riscos de contaminação do ar e da água ou são montados de forma inadequada, aumentando as chances de vazamentos de líquidos e gases potencialmente perigosos. 

    Recondicionados?

    Outro exemplo de componente não original são os compressores recondicionados. Em geral, apresentam desempenho inferior e menor vida útil, além de representarem riscos à segurança do sistema em que serão utilizados.

    Os fatos apontam um cenário preocupante: esses compressores são construídos a partir da junção de peças de equipamentos sucateados, não passam por testes rigorosos, não possuem certificações oficiais e podem conter impurezas resultantes de oxidação e de outros agentes. Além disso, sua produção muitas vezes ocorre em condições distantes das ideais.

    Vale a pena correr o risco de vender ou aplicar um compressor nessas condições? A mesma reflexão vale para qualquer tipo de peça ou componente não original.

    Diferença explicada em norma técnica

    É importante conhecer a nomenclatura de peças automotivas definida pela norma técnica ABNT NBR 15296, já que a situação desse mercado é muito semelhante à do setor de refrigeração:

    Peça de produção original:
    Peça que integra um produto original em sua linha de montagem.

    Peça de reposição original:
    Também conhecida como peça genuína ou legítima, é utilizada para substituir uma peça de produção original quando a manutenção ou reparação se tornam necessárias. É produzida com a mesma tecnologia e possui as mesmas características técnicas da peça original.

    Peça de reposição:
    Também chamada de peça de pós-venda, é destinada a substituir uma peça de produção original ou uma peça de reposição original. Caracteriza-se por sua adequação e intercambialidade, podendo ou não apresentar as mesmas especificações técnicas e características de qualidade — como material, resistência, tratamento, desempenho e durabilidade — da peça de produção original.